segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os Jovens e a Saúde

Consumo de cigarro entre jovens é alto

A experiência com o cigarro começa aos 13 anos. Entre os jovens que hoje têm 14 a 17 anos, o percentual de dependência é de 6%.
Por Andressa Oliveira e Liciane Brun

O consumo de cigarro atualmente tem crescido, principalmente entre adolescentes. De acordo com uma pesquisa feita pela equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo, 20,8% da população brasileira é dependente de tabaco.

Todos sabemos que o consumo de tabaco é prejudicial à saúde e vem associado a inúmeras doenças. Mesmo sabendo disso, a maioria dos jovens não pensa em largar o vício.

“Sei que faz mal e prejudica a saúde, percebo quando jogo futebol e sinto falta de ar. Mas não tenho vontade de parar”, comenta Bruno Garrido, 23 anos, estudante de jornalismo. Bruno fuma há sete anos e mesmo assim não se considera dependente.

Uma pesquisa publicada no jornal The Lancet afirma que aproximadamente cinco milhões de pessoas morrem por doenças relacionadas ao fumo no mundo todo, mais mortes do que uma guerra. Entre as principais doenças causadas pelo cigarro, estão os vários tipos de câncer, como o de pulmão, de laringe, esôfago e de estômago. Além disso, o hábito de fumar pode causar um maior risco de leucemia e câncer de fígado.

Para quem acha que fumar esporadicamente não prejudica tanto a saúde, fumar menos não afasta os riscos de doenças. Sabrina Kluwe, 20 anos, fumava uma carteira de cigarro em dois dias. Agora passou a consumir uma carteira em 15 dias. Ainda assim, continua correndo os mesmos riscos de um fumante constante.

Para ir contra o vício? Vontade, para começar. Depois, a persistência. Westermark Serpa da Silva, 67 anos, foi fumante durante 20 anos de sua vida. Com a ajuda de um vizinho, conseguiu parar.

“Parece que parar é fácil, mas é complicado demais. Fumar é um vício horrível. Já tinha tentado parar sozinho, mas foi só com a ajuda do meu vizinho que consegui. E felizmente, nunca mais coloquei um cigarro na boca”, afirma ele.


A vaidade na juventude
O que leva milhares de jovens às academias e a ter um cuidado excessivo com o corpo
Por Eliana de Linhares e Raul Pujol

A vaidade é uma preocupação dos adolescentes de hoje em dia, cada vez mais cedo. Prova disso é que, enquanto as gurias se dedicam à compra de cosméticos, acessórios (brincos, colares) ou ainda ocupam o tempo com em academias, os garotos vão fazer musculação para ficarem definidos ou “bombados”.

A estudante de educação física da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ângela Donato, 23 anos, se enquadra neste perfil. Dos sete dias da semana, quatro são dedicados à academia. É lá que ela procura a forma perfeita de seu corpo. “Me sinto bem e ao mesmo tempo em forma”, conta a universitária.

Em seu dia-a-dia, antes de sair de casa, Ângela não dispensa um bom rímel, creme corporal e o filtro solar.
“São cuidados que eu sigo sempre. Esse mês gastei quase R$ 200,00 em cremes para o corpo e para o cabelo”, revela ela. Já seu vestuário é guiado pelas tendências das passarelas.
“Costumo vestir o que está na moda, o que é tendência”.

O culto às aparências faz parte da sociedade de hoje, que dá muito valor à estética, à beleza e às coisas que compras e incentiva a vaidade. Isso justifica o interesse da população com corpo, em especial os mais novos.

Para o professor de Educação Física, Jeovani Peripolli, à procura intensa dos jovens pelas academias na maioria das vezes, se deve à vaidade. Poucos são os casos de quem possui algum problema de saúde e por esse motivo pratica a atividade física.
“Todos querem ter corpos sarados e bonitos”, afirma.

Porém, é preciso ter calma pelo resultado, o trabalho de definição da musculatura começa aparecer aproximadamente depois de três meses de academia.
“Muitos desistem por não terem paciência”, diz Peripolli, ex-dono de academia.
Atividades Físicas: treinamento ou estresse?
Por Andressa Sarturi e Gabriela Fogliarini

Praticas de atividades físicas com gasto de energia podem levar ao estresse
Os movimentos corporais com aplicação de uma ou mais capacidade física causa muitas vezes um resultado não esperado. Hoje os jovens preocupam-se cada vez mais com a estética, isso torna-se as vezes mais prioritária do que a própria saúde causando um nível de estresses grande na população, explica o cardiologista Marcelo Westhephalen.

Para Bruna Jacobo, 22 anos, estudante de Psicologia a atividade física é essencial na rotina. Devido ás tensões do dia-a-dia, o exercício é indispensável e relaxante para o corpo e principalmente para a mente.

Já para alguns jovens, o exercício leva ao estresse. O que caracteriza são os níveis bastante elevados de esforço físico. A vontade excessiva de malhar e emagrecer em busca de um corpo ideal e ainda, de uma maneira não regrada e sem acompanhamento de um nutricionista acabam por prejudicar em uma forma gradativa a saúde.

“A prática deve ser sempre indicada e acompanhada por profissional qualificado, incluindo médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física”, diz o Instrutor Rafael Hartmann, 24 anos, da Acadêmia Fitness .

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