Consumo na noite santa-mariense
Por Gabriela Fogliarini e Liciane Brun
Santa Maria é uma cidade conhecida pelo grande número de jovens que aqui residem em busca da vida universitária. Esse é o motivo da cidade ser bem diversificada quando se fala em casas noturnas. Tanto estudantes de cursinho, como universitários da faculdade federal ou das particulares, freqüentam bares e boates na noite santa-mariense.
Apesar das várias opções de baladas gratuitas para universitários, a maioria dos jovens admite que, mesmo assim, o investimento na noite é grande. “Gosto muito de ir no Absinto. Vou na Ballare também, mas Absinto é um ambiente mais agradável. Quando vou lá, gasto mais ou menos uns 45 reais. Sem falar que no Absinto tem mais opções de bebidas, destilados.”, comenta Maria Luiza Thostemberg, 22 anos, estudante de biomedicina da Unifra.
Diego Dilly, 19 anos, estudante de História da UFSM, prefere freqüentar as festas universitárias. “O DCE é uma opção muito boa pro cara que não quer gastar muita grana. Já que tu é universitário, não paga pra entrar, e a cerveja é muito barata”.
O que diferencia os lugares freqüentados pelos jovens é o estilo de cada um. O Macondo Bar e a boate DCE são bares alternativos, enquanto Absinto, e bares como Pingo e St Patrick geralmente são freqüentados por estudantes com melhores condições econômicas.
“O que gosto aqui em Santa Maria são as várias opções que tu tem pra sair. Se quer só ouvir um sonzinho, vai num pub. Se quer arrastapé, e gastar menos, vai na Ballare. O bom é que os lugares têm diferentes tribos. Pessoas que tu encontra e se identifica”, diz Pedro Henrique Dias, estudante de filosofia da UFSM.
Que marca você consome?
Por Andressa Oliveira e Andressa Sarturi

Os jovens consomem muito e já estão sendo chamados de geração multimídia. Todos com comportamentos parecidos, porém identidades singulares, eles fazem de tudo e ao mesmo tempo, mas suas preferências pessoais são fundamentais na escolha de seus consumos.” Essa idéia de consumo entre os jovens faz parte de um mercado fast-food, onde tudo tem que ser feito, e rapidamente” diz o psicoterapeuta do Departamento de Psicologia da PUC-Campinas Hipólito Carretoni Filho.
Essa nova geração parece sofrer uma nova doença – a ostentação de roupa de marca, e a exibição da loja e do preço do artigo. Uma das grandes questões que preocupa a sociedade de consumo e a juventude em particular é a “mania” das marcas. Nunca como agora se deu tanta importância à marca da roupa e dos objetos que se compram.
Hoje em dia os jovens gostam de mencionar as lojas onde fazem compras e, como uma desgraça nunca vem só, sentem-se na obrigação de mencionar a marca do produto adquirido, normalmente em concordância com o requinte da loja. A classe econômica que padroniza esse consumo, é a classe média e classe alta. Os adolescentes que não podem comprar roupas de marca, optam por falsificações, piratarias das marcas.
- As marcas que eu mais uso são de roupas e calçados, como Cavalera, Nike, Mormaii, acho que essas são as que mais tenho. E compro nas lojas que vendem essas marcas, até porque em Santa Maria não tem lojas próprias.” declara Luciano Feltraco, 20 anos, estudante de odontologia.
Para Mateus Lauer, 23 anos, estudante de Educação Física, os jovens consomem marcas porque querem se parecer com os amigos que compram esse tipo de produto e se inserir no grupo que convive.
Entre as marcas mais usadas estão Puma e Adidas em ambos os sexos. As marcas de roupas e calçados são as mais citadas e posteriormente de comida como Mc. Donald´s e marcas de câmeras digitais.
O Consumo com a alimentação
Por: Evandro Sturm e Vinicius Ferreira
A universitária Luana de Almeida, 20 anos compra só o necessário. Ela vai ao mercado todos os dias e opta pelos produtos mais baratos. “Em casa eu só faço lanche. É rara a vez que cozinho, porque passo o dia na faculdade”.
Já a estudante Débora dos Santos, 27 anos, opta pelos orgânicos quando a diferença de preço não é muito significativa. Outro fator que influencia na sua escolha é o fácil acesso. “Procuro fazer compras em mercados próximos a minha casa e costumo consumir esses produtos apenas quando estão disponíveis nesses locais”, complementa.
Débora procura diversificar sua dieta, quando tem tempo prepara refeições em casa. Almoça fora três vezes por semana, porem, nunca descuidando de uma alimentação saudável.
Os jovens universitários assistem...
Por Eliana de Linhares e Raul Pujol
Os filmes mais procurados do publico jovens universitário são do gênero alternativos como, O Diabo Veste Prada,Laranja Mecânica , Não Matara,Transporting,Astrologia das Cores,Amarelo Manga.E também o jovem procura algo que se identifica com o que esta cursando na faculdade,Blogs jornalismo,Arquitetura Oscar Niemeyer,Documentário Corporation.Segundo Marcelo Silva,funcionário da locadora Cesma,é locado dois a três filmes em media por dia,os mais locados,Charles Chaplin,Pro dia Nascer Feliz e Ilha das Flores.
O universitário Robson Borba , 22,acadêmico da Farmácia da UFSM,sempre que pode costuma assistir filmes,prefere do gênero drama, “ pois acredita que eles sempre tem algo a nos ensinar,desse genero o meu favorito é Magnólia”.Uma dica de filme bem interessante,o Requiem para um sonho , o qual mostra de maneira crua e verossímil,o que as drogas podem fazer com a vida de uma pessoa,complementa Robson.
Você jovem universitário,encontra esses filmes na locadora CESMA,seja sócio, e curta os melhores filmes de sua preferência.
A moradia universitária
Por Jucineide Ferreira
Sozinho, pensão ou dividir aluguel são formas que estudantes encontram de estudar.
Santa Maria é conhecida como cidade universitária. Com oito instituições de ensino superior muitos dos estudantes da região e de outros estados do Brasil vêm todos os anos estudar na cidade. Pensão, dividir aluguel e morar sozinho são maneiras que estudantes de fora encontram para morar e estudar. A locação de imóvel é a segunda geradora da economia da cidade.
Mais de 50% da população estudantil da cidade pagam segundo o funcionário do setor de vendas de uma imobiliária Volnei Coradini: “Muitos dos estudantes e pais preferem alugar ao invés de comprar um imóvel para os filhos, pois a intenção de ficar é até se forma”. Diz ele.
Os apartamentos mais procurados são de um e dois dormitórios próximos das universidades. Os preços variam de R$ 380um kitnet, R$ 420 um apartamento de um quarto e R$ 500 a 600 reais de dois quartos dependendo da localização.
Pensão, dividir aluguel são saídas de conter as despesas com moradia.
A pensão ou casa de família é uma moradia mais barata onde é oferecida refeição, roupa lavada e limpeza. O quarto pode ser individual ou coletivo custa em media R$250 a 450 reais dependendo dos serviços solicitados pelo pensionista.
Geralmente é procurada por estudantes entre 16 e 20 anos de fora da cidade segundo explica a Cátia Silva, funcionária de uma pensão na Rua Tuiuti: “Aqui nós oferecemos um quarto individual, ou coletivo,dois cafés de manhã e pela noite, banheiro e limpeza do quarto.


Quarto coletivo Quarto individual
A pensão foi a saída para Licerry Soares, de 18 anos, natural de Cruz Alta que faz cursinho: “Eu ia morar num apartamento com uma amiga, mas ficou muito caro para nós duas então desistimos”. A pensão foi uma opção, encontrada por ela para estudar.
Dividir o aluguel com um ou mais pessoas para aliviar a despesa com moradia é uma forma mais acessível e econômica que muitos estudantes utilizam para moram.
Patrícia Freitas, 27 anos, de São Francisco de Assis, trabalha e é estudante de radiologia em uma faculdade da cidade. Aluga uma casa de três quarto com mais duas pessoas para ter como pagar o aluguel: “Antes morava com uma tia, como não deu mais certo resolvi alugar uma casa. Sai mais barato porque dividimos água, luz, gás e internet sendo que meu pai ajuda na minha despesa de moradia.”
O aluguel da casa que custa 450 reais (150 cada quarto). Por mês é gasto em média 200 reais para cada um fora a alimentação.

Na casa de Patrícia até o computador é dividido.
Aqueles estudantes que podem arcar com todas as despesas de uma casa ou preferem moram sozinhos, porque já trabalham ou seus pais pagam.
Luciana Lopes, 33 anos, mora sozinha no Parque Itaimbé, aluga um apartamento de um dormitório e paga 400,00 reais fora luz, condomínio e alimentação. Ela trabalha em Santa Maria e estuda em outra cidade: “Ganho bem por isso moro só e pago meu aluguel sendo que meus pais moram aqui perto.” Ela já morou com outras pessoas e a falta de privacidade foi o que mais lhe incomodava.
Como viaja todos os dias ela fecha seu apartamento e sai tranqüila sem preocupação e quando volta está tudo como deixou.